quinta-feira, 25 de julho de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
A FAVOR DA GREVE NA UEG E CONTRA A PRECARIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES
A situação das universidades
públicas (estatais) no Brasil é calamitosa. Depois de diversos governos
neoliberais, desde o Governo Collor até o Governo Dilma, há um processo de
crescente precarização das universidades estatais, especialmente das federais.
A partir do final dos anos 1990, os governos neoliberais apoiaram a expansão do
ensino superior privado e incentivou a formação ou ampliação de universidades
estaduais. É nesse contexto que emerge, no ano 2000, a Universidade Estadual de
Goiás. Uma instituição que aglutinou faculdades já existentes e ampliou, de
forma desordenada e caótica, a partir de interesses eleitorais e partidários,
com a criação de diversas outras unidades. É nesse contexto que emerge uma nova
universidade, com inúmeras unidades. A grande questão é que maior do que o
número de unidades é o número de problemas. É por isso que emerge a greve na
UEG e é por isso que nós apoiamos essa luta dos professores, alunos e técnico-administrativos
dessa instituição.
Para entender melhor a situação,
é preciso analisar não só as mudanças mais recentes no capitalismo
contemporâneo, marcado por uma nova fase cujo objetivo máximo é aumentar o
processo de exploração a nível geral. A partir da instauração do regime de
acumulação integral, temos a constituição de novas formas de intensificação do
trabalho e de exploração internacional, mas também a instituição de novas
políticas estatais, as neoliberais, que buscam diminuir os gastos estatais
principalmente no plano das políticas estruturais de assistência social quanto
em investimentos gerais em saúde, educação e outros de vital importância para a
sociedade e que serviriam de contrapeso para o processo de aumento da
exploração dos trabalhadores, da precarização e aumento de desemprego. O único
setor em que os gastos estatais não diminuíram drasticamente foi o da chamada
“segurança pública”, pois o Estado neoliberal é “mínimo” em investimentos
sociais, mas “forte” (ou máximo) em repressão. Desde a política da “tolerância
zero”, produzida nos Estados Unidos e exportado para o resto mundo, uma das
principais características das políticas neoliberais é o aparato repressivo,
que, no Brasil, se manifesta cotidianamente e é reforçado por violência policial,
grupos de extermínio, busca de implantar pena de morte e reduzir a idade penal,
etc.
Um dos setores mais atingidos por
estas políticas são as universidades estatais (federais e estaduais). No caso
da UEG, a responsabilidade maior é dos governos estaduais. Os investimentos
nessa instituição são mínimos e sua gestão e organização são caóticas. O
processo de formação da instituição é marcado por interesses
político-partidários e eleitorais, bem como sua gestão sempre teve essa marca.
É necessário luta pela autonomia das universidades e isso é mais urgente e
grave no caso da UEG. A Comunidade Acadêmica da UEG, composta por professores,
alunos e técnico-administrativos, devem ter uma participação efetiva nesse
processo e a greve desencadeada agora tem um papel relevante não somente para
fazer essas e outras reinvindicações necessárias para a estruturação dessa universidade,
como também para “ensaiar” uma participação mais efetiva na decisão dos rumos
desta instituição.
Nesse sentido, nós apoiamos
totalmente a greve na UEG, as lutas e as reivindicações. É necessário garantir
um ensino de qualidade, gratuito, e condições para que os estudantes possam
efetivar seu processo de formação e por isso a ampliação de bibliotecas,
criação de restaurantes universitários e moradias estudantis são urgentes, da
mesma forma que melhores condições de trabalho para os professores, melhores
salários, um plano de cargos e vencimentos melhor estruturado, também. Outro
elemento fundamental para garantir o futuro da UEG é a realização de concursos
públicos e políticas de valorização dos professores para evitar a “fuga dos
doutores” por passarem em concursos em outras universidades, o que significa
que também deve haver uma política estrutural de pesquisa e extensão na
instituição, política salarial adequada ao ensino superior, recursos para
participação e realização de eventos e publicações, etc. A UEG, por exemplo,
precisa urgentemente de uma editora, o que hoje é relativamente fácil com as
novas tecnologias, mas para isso é preciso ter uma gestão que realmente entenda
da universidade e que seja composta por pessoas que conheçam o universo
acadêmico e não alienígenas de partidos políticos interessados em votos e não
no desenvolvimento da instituição. O movimento grevista na UEG precisa manter
sua luta e avançar, inclusive ampliando as reivindicações, mesmo que seja
somente para desenvolver o debate público, reflexões e novas metas para ações
posteriores, tais como lutar pela participação das instituições universitárias
fora do eixo sul-sudeste nas comissões e na elaboração das atividades e
decisões da CAPES, CNPq e outras instituições estatais. Também é necessário
abordar a questão das políticas estatais (inclusive para as universidades
federais) para a educação e exigir ampliação de recursos nos orçamentos
estaduais e federais. Além disso, outras reivindicações para a sociedade como
um todo, inclusive articulando-se com outros setores sociais, seriam
fundamentais para a luta desencadeada na UEG e reivindicando também mudanças
sociais gerais, transformação global da sociedade que cria o neoliberalismo e
uma vida desumana. Tendo em vista o caráter justo e legítimo da greve na UEG,
nós declaramos nosso apoio ao movimento.
Assinam:
NUPAC
– Núcleo de Pesquisa e Ação Cultural;
GPDS/UFG
– Grupo de Pesquisa Dialética e Sociedade;
NPM/UEG
– Núcleo de Pesquisa Marxista;
Revista Espaço Livre.
https://docs.google.com/file/d/0B4TgcavdkNkjT0Qtc1VBYTB6eDg/edit
Revista Espaço Livre.
https://docs.google.com/file/d/0B4TgcavdkNkjT0Qtc1VBYTB6eDg/edit
TODO APOIO AO MOVIMENTO GREVISTA NA UEG!
Nós do MOVAUT – Movimento
Autogestionário, colocamos publicamente o nosso apoio ao movimento grevista na
Universidade Estadual de Goiás. O movimento é legítimo e apresenta
reivindicações justas, a respeito de questões urgentes para esta instituição e
que reflexões no resto da sociedade goiana e além dela. A situação da UEG não
pode continuar dessa forma, pois sem falar das unidades com maiores problemas,
estrutura inadequada e outras questões que afetam professores, estudantes e
funcionários, as unidades mais estruturadas também passam por graves problemas
de estrutura e falta de recursos, sem contar as necessidades gerais e não
atendidas de professores, estudantes e funcionários.
Historicamente, todas as
conquistas dos trabalhadores em geral é produto de sua luta, e a greve é um
instrumental fundamental, uma das formas mais poderosas de pressão que os
trabalhadores criaram para ter suas reivindicações atendidas. Durante a
Revolução Industrial, a redução da jornada de trabalho e abolição do trabalho
infantil não foram iniciativas do Estado e da classe capitalista e sim produto
da luta e pressão dos trabalhadores. Da mesma forma, as demais conquistas
históricas dos trabalhadores foram produto das diversas lutas empreendidas e
dos movimentos grevistas desencadeados. Até mesmo quando alguns parcos e
ilusórios benefícios surgem a partir do Estado, isso é produto da tentativa de
cooptar setores da classe trabalhadora ou então para antecipar lutas e
reinvindicações mais poderosas dos trabalhadores. A luta é fundamental para
conquistas imediatas, para que a correlação de forças não seja desfavorável aos
trabalhadores e o seu grau de exploração e opressão seja muito elevado. Esse é
um momento da luta, que ajuda na mobilização, auto-organização, desenvolvimento
de consciência dos interesses coletivos e sobre os mecanismos do poder, etc.,
que abre espaço para lutas mais amplas e gerais na sociedade como um todo, no
sentido de poder contribuir com a luta coletiva pela transformação social e
emancipação humana.
A UEG não entra pela primeira vez
em greve. As greves desencadeadas anteriormente mostraram que as coisas mudaram
muito pouco desde o seu surgimento até hoje. Com a transformação de faculdades
isoladas na UEG e construção de novas unidades, o crescimento da instituição
foi acompanhado pelo crescimento dos problemas. Uma expansão desordenada e por
motivo eleitoreiros significou um processo de crescimento em condições
desfavoráveis e sob forma politicamente controlada por partidos e governo. As
greves anteriores fizeram reivindicações e algumas foram atendidas e outras
proteladas, mas surtiram o efeito de mostrar que na UEG existem professores,
estudantes e funcionários que não são mera “massa de manobra” e que lutam, reivindicam,
agem. Um dos elementos diferenciais e positivos das greves anteriores e da
atual na UEG é sua forma de organização, cuja marca é a participação de todos os
setores da comunidade universitária: professores, estudantes e funcionários,
rompendo com a tradicional separação por interesses grupais quando a questão é
coletiva e as necessidades são comuns e as que não são assim, são
complementares, pois contribuem com a qualidade do ensino, com a estruturação
da instituição, etc. Desde a experiência do Fórum de Defesa da UEG até hoje
essa experiência de unificação das lutas e da organização é uma das maiores
conquistas desse processo, o seu elemento mais avançado. Assim se consegue
unificar a luta em torno de interesses gerais de melhorias na universidade com
interesses específicos cujo resultado é fortalecer a primeira.
Por isso, o Movaut oferece todo
apoio ao movimento e suas reivindicações, mais do que justas e necessárias,
tais como a reformulação do plano de cargos e vencimentos, realização de
concurso público, aumento salarial, criação de restaurantes universitários e
moradias estudantis, entre diversas outras. Reivindicações essas que precisam
ser ampliadas, tais como a inclusão de mais recursos previstos no orçamento do
governo estadual para a UEG, democratização da instituição, entre outras e que
devem ser somadas com a luta por mudanças sociais mais gerais. O MOVAUT lança
seu apoio total ao movimento grevista na UEG e conclama a toda a população a
fortalecer essa luta que é daqueles que trabalham ou estudam nesta universidade
mas que tem importância para todos nós.
MOVAUT – Movimento
Autogestionário
Goiânia, 06 de maio de
2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
Guarda civil espanhola tem privilégios que outros funcionários públicos não tem.
Nuevo escándalo: la Guardia Civil tiene privilegios con respecto al resto de los funcionarios
Enviado por AraInfo | Achencia de Noticias d´Aragón el 4 enero, 2013
El Ministerio del Interior, a través de la Dirección General de la Guardia Civil, ha decidido compensar la pérdida de poder adquisitivo que los guardias civiles sufrirán este mes de diciembre tras la supresión de la paga extra de Navidad a todos los funcionarios de la Administración General del Estado.
Lo hará regalándoles una ‘bufanda’ de 404,69 euros, según han informado a ATENEA fuentes de la Guardia Civil. ‘Bufanda’ es el apelativo con el que tradicionalmente se denominan en la Guardia Civil las pagas por productividad que, a finales de año, y con carácter extraordinario, perciben sus miembros si queda un remanente del presupuesto asignado a la Dirección General de la Benemérita
Y, como este año ha ‘sobrado’ una parte del dinero que se había ‘guardado’ por si surgían imprevistos (todos los ministerios cuentan con esa ‘reserva económica’), los casi 75.000 efectivos de la Guardia Civil recibirán su correspondiente ‘bufanda’. No la percibirán alrededor de 3.000 agentes, cifra que se corresponde con el personal de la Benemérita que se encuentra en comisión de servicio en el extranjero y el que lleva de baja más de un año.
Nos parece que esto es un nuevo escándalo de los cuerpos y fuerzas de seguridad del estado:
1.- Porque son insolidarios, como siempre, con el resto de los funcionarios y con los civles.
2.- Porque ellos que están para que se cumplan la ley y debieran dar ejemplo, se la saltan, una vez más, a la torera.
3.- Porque el militarismo ha generado una buena parte (31.000 millones de €) de la actual deuda de 101.000 millones de €
4.- Porque lo que sobra en los Ministerios debería devolverse al Tesoro y no ser usado, en este caso como en otros, para el lucro exclusivo de lo militarizado.
5.- Ya vale de presupuestar engañando y ocultando partidas para luego gastar muchísimo más de lo que dicen.
Fuente: http://arainfo.org/2013/01/nuevo-escandalo-la-guardia-civil-tiene-privilegios-con-respecto-al-resto-de-los-funcionarios/
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Espanha: Universidade sai às ruas.
La Universidad Complutense toma la calle
La universidad presencial más grande de España pierde 250 profesores y 47 millones de presupuesto. Sus docentes y alumnos sacan las aulas a las plazas
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Al estudiante le parece la metáfora perfecta: “El Gobierno se gasta cientos de miles de millones en preparar a gente y luego los tiene en condiciones precarias, con sueldos míseros, en la calle”. Ahí van precisamente a lo largo del día más de un centenar de profesores y, se espera, miles de alumnos: a la calle. Docentes y estudiantes de la Universidad Complutense de Madrid (UCM) han organizado una protesta cívica en más de 40 escenarios repartidos por el centro de Madrid: plazas, recintos culturales, sedes de ONG, comedores sociales, librerías... Lo han bautizado #lacompluenlacalle y nace con intención de permanencia.
Antonio Sánchez, el estudiante de la metáfora, ha dedicado entre cuatro y 15 horas diarias el último mes a organizar con un pequeño grupo de profesores y alumnos el programa de la protesta, que se ha iniciado a las diez de la mañana. Asegura que han superado sus expectativas. Participan 129 docentes, que imparten 102 clases y talleres de Medicina, Danza, Música, Derecho, Física, Historia... (el programa se puede consultar en el blog lacompluenlacalle.blogspot.com.es). Los profesores acudirán primero al campus a dar sus clases y luego emplearán el tiempo libre para enseñar fuera.
Lecciones callejeras
- Puerta del Sol. Derecho Constitucional: la solución constituyente, reforma o ruptura 30 años después. 10.30- 12.00
- La Casa Encendida. Física Teórica II: la física de los agujeros negros: 12.30-14.00
- Círculo de Bellas Artes. De los mitos de la creación a la cosmología científica. 17.00- 18.30
- P. Coches del Retiro. Farmacología: reparación del cerebro dañado tras el ictus y su regulación farmacológica. 17.00- 18.30
- Cuesta de Moyano. Psicología Social: el profesional de la psicología en el cine y el cine para el profesional de la psicología. 11.30-13.00
- Ópera. Expresión musical: la danza como elemento de cohesión grupal: práctica colectiva. 16.30-18.00
- Plaza de España. Medicina y Cirugía animal: exploración neurológica en el perro. 17.30-19.00
Las lecciones arrancan a partir de las diez de la mañana y se prolongarán hasta las nueve de la noche. A esa hora está prevista una concentración de todos los participantes en la Puerta del Sol para escuchar al coro Microcosmos, de la Facultad de Biología, y cerrar juntos la jornada con el himno de la universidad, elGaudeaumus.
Su intención es que “la ciudadanía se haga consciente de que no puede haber una sociedad democrática y avanzada sin una buena universidad pública y accesible a quienes tengan los méritos académicos suficientes, sin discriminación económica”. Así lo recogen en el manifiesto consensuado que leerán al principio de cada clase. Su iniciativa replica a otras previas de capitales europeas y otras ciudades españolas, como la que organizaron en Sevilla por motivos similares la Universidad de Sevilla y la Pablo Olavide en abril.
Los participantes de la iniciativa #lacompluenlacalle piden la eliminación del decreto 14/2012aprobado por el Ministerio de Educación, con José Ignacio Wert al frente, porque “conculca el principio constitucional de autonomía universitaria”. Reclaman que se retire el incremento de precios de las tasas universitarias aplicado este año, que supone una subida media del 66%.
Pretenden trascender con sus reivindicaciones más allá de la Complutense, y no se dirigen pues de forma explícita a su universidad. “Las protesta al rector se canalizan por la vía interna”, explica Juan Varela, profesor de Filología Italiana. El 17 de octubre puso el germen del movimiento con una clase sobre Dante Alighieri junto al Museo de Escultura al Aire Libre de la Castellana. “Vimos que la iniciativa tuvo eco y quisimos ampliarla”, explica. Si sale bien, repetirán en febrero con el resto de las universidades públicas madrileñas, y extenderán la iniciativa a otras de España más adelante.
El Rectorado de la UCM respalda la protesta. Han incluido un enlace a su blog en la web oficial de la universidad, y permitieron el uso del correo institucional para transmitir información a toda la comunidad educativa. La Complutense, con casi 85.000 alumnos matriculados y 7.000 profesores e investigadores, arrastra una fuerte deuda desde hace años y ha acusado de forma importante los recortes. En el curso 2012-2013, dispone de 250 profesores menos (120 a tiempo parcial y 130 a tiempo completo, entre los que incluye 66 jubilaciones que ya no se reponen).
El rector, José Carrillo, dio esas cifras en una comparecencia en la Asamblea de Madrid el 7 de noviembre. Carrillo denunció que el descenso de plantilla llega en un “momento crucial” para las actividades docentes: el final del proceso de implantación de los grados del Plan Bolonia. El presupuesto que le destina la Comunidad de Madrid cae 47 millones de euros en 2013, hasta 294 millones. Hay complicaciones para pagar las nóminas, y el equipo rectoral ha iniciado una negociación para bajar los sueldos a su personal otra vez entre el 4 y el 8%.
Parte de sus profesores y alumnos sacan mañana las clases a la calle para denunciar “el estrangulamiento económico” al que someten la Comunidad de Madrid a las universidades públicas madrileñas. Eso dice también el manifiesto que leerán antes de cada clase al raso, en la plaza, en el museo...
Fonte: http://ccaa.elpais.com/ccaa/2012/11/27/madrid/1354053999_713528.html
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Grécia: violenta repressão marca Jornada Nacional de Manifestacão
7 Nov. 2012 - La huelga en el transporte público no obstaculizó este miércoles la llegada de miles de indignados griegos a la plaza Sintagma de Atenas.
La jornada nacional de manifestación ha estado marcado por la carga policial: los agentes han utilizado gas lacrimógeno y cañones de agua para dispersar a los participantes de la acción. A estas horas el Parlamento decide el destino del paquete de medidas de austeridad exigido por la Unión Europea y el Fondo Monetario Internacional a cambio de un nuevo tramo de financiación.
Entre tanto, la gente muestra su profundo rechazo a esta iniciativa que, en caso de aprobación, será desastrosa para el pueblo griego. "Las medidas van a destruir el tejido social de Grecia y la gente pobre no va a poder ir ni al hospital porque la medicina ya no será gratuita", opinó Nikos, un universitario de 22.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Suicidio de hombre que iba a ser desahuciado por el banco conmociona a España
Un ciudadano de 54 años se suicidó este jueves horas antes de ser desalojado de su vivienda, por impago de su hipoteca, en la ciudad de Granada, en un acto desesperado en el marco de un drama que viven miles de familias acorraladas por los abusos bancarios en España.
El hombre, identificado como Miguel Ángel Domingo, fue hallado ahorcado en el patio de la frutería de su hermano, ubicada en la esquina de la calle Zegrí Moreno y Arzobispo Guerrero del barrio granadino de Chana, por la policía local tras recibir un aviso, según informó Radio Granada. Su vivienda estaba situada en el mismo inmueble.
Una hora después del hallazgo del cadáver, una unidad policial se dirigió al mismo lugar a ejecutar una orden judicial de desahucio y al cruzar los datos, descubrieron que se trataba de la misma persona, explicaron fuentes judiciales.
En Granada hay una media diaria de cuatro desahucios, afirma el diario local Ideal y la plataforma Stop Desahucios de Granada cuenta con 70 casos pendientes de desalojo de familias.
La última movilización en apoyo a un afectado fue el martes pasado en respaldo a Macarena, una mujer desocupada con tres hijos a la que el banco BBVA quiere desalojar por impago.
La protesta forzó una reunión entre el banco y la afectada, aunque los anteriores intentos de llegar a un acuerdo para un pago fraccionado no prosperaron y la mujer tiene fecha de desalojo el próximo 30 de octubre.
En los últimos cuatro años, se produjeron 350.000 ejecuciones hipotecarias en España, según un informe del Consejo General del Poder Judicial adelantado por el diario El País.
En el documento, los jueces denuncian sin matices la injusticia del actual procedimiento de ejecución hipotecaria español, en la línea con un informe presentado el pasado 12 de octubre por la Relatora Especial sobre el Derecho a una Vivienda Adecuada de Naciones Unidas, Raquel Rolnik.
Los expertos aseguran que la actual situación es consecuencia de la “mala praxis” de las entidades bancarias, que extendieron créditos hipotecarios “sin valorar las posibilidades reales del deudor” y de la “comercialización irresponsable” de productos financieros.
También sostienen que los bancos gozan de un “procedimiento privilegiado” y “extremadamente agresivo” para cobrar sus deudas de forma rápida.
Un relevamiento de la ONU señala que desde 2007 hubo 400.000 ejecuciones hipotecarias, detrás de las cuales existen historias duras, las de miles de familias condenadas a la exclusión social.
“Quizás el actual procedimiento de ejecuciones y de lanzamientos sea legal en España.
Pero vulnera derechos constitucionales como el derecho a la vivienda o a la tutela judicial efectiva, y es ilegal según la legislación de derechos humanos que el estado español ha ratificado”, afirma la plataforma Afectados por la Hipoteca de España.
“Un total de 532 desahucios cada día es un genocidio”, denuncian.
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