segunda-feira, 16 de julho de 2012



Este espaço será reservado para o Movaut discutir a questão da greve nas universidades federais do Brasil, contendo análises sobre o movimento grevista e links para informações sobre seus desdobramentos. Acompanhe! 


 Veja os seguintes textos: 


A UFG e os desafios da atualidade

Os estudantes e as Greves nas Universidades  

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Revista Enfrentamento 11 online!




http://enfrentamento.sementeira.net/


Revista Enfrentamento, n. 11, online. Movimento Autogestionário - MOVAUT.
Acesse:http://enfrentamento.sementeira.net/Enfrentamento11.pdf

Sumário

- Editorial crítico: uma atualização da máxima: “Autogestão Social ou Barbárie”

- O novo movimento revolucionário mundial
Nicos Zagorakis

- Observações críticas sobre os conceitos de fetichismo e alienação em J. Holloway a partir da leitura de Karl Marx
Diego Marques Pereira dos Anjos

- Conselhismo e Bordiguismo
Lucas Maia

- A concepção materialista da História
Lisandro Braga

- Das greves isoladas à greve geral e de ocupação ativa
Edmilson Marques

- A teoria da revolução proletária em Otto Rühle
Nildo Viana

***Documentos Históricos do Movaut
- Nota Introdutória: entendendo o contexto

- Inventar novas formas de luta: por uma ação além do sindicato

- Para ampliar a luta: intensificar a greve dos trabalhadores em
educação

- A greve na educação e a autonomia dos professores

- O SINTEGO – estratégia de uma política decadente

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Foi aberto o primeiro campo de concentração para imigrantes na Grécia


Foi aberto o primeiro campo de concentração para imigrantes na Grécia
Esta semana, foi inaugurado o primeiro campo de reclusão para imigrantes na Grécia. Está localizado em Amygdaleza, na província da Ática de Atenas. No domingo passado, 56 imigrantes foram movidos e durante a semana outros 220, que estão alojados em contentores e sendo monitorados 24 horas por dia, por policiais de corpos especiais da polícia grega.
Neste repugnante quartel de inspiração fascista vão ser transportados cerca de 1.200 imigrantes em 52 contentores. O governo, pelo chamado Ministério de Defesa do Cidadão, anunciou a instalação de 30 campos de concentração para imigrantes no território da Grécia. Estes estabelecimentos são chamados, pelos meios de desinformação de “centros de acolhida” ou “centros fechados de hospitalidade”, como termos eufemísticos utilizados pelos nazistas há 65 anos para seus campos de concentração.
Destacamos que a maioria dos imigrantes a ser presos nestes campos de concentração será deportada, no âmbito da política da União Europeia contra a imigração. No mesmo âmbito que o governo vai construindo um muro ao longo do rio Evros, na fronteira com a Turquia, e está intensificando as chamadas operações vassoura contra imigrantes em Atenas e outras grandes cidades da Grécia.
Ao mesmo tempo, o governo promulgou uma lei que criminaliza a hospitalidade e o aluguel de qualquer tipo de alojamento para imigrantes não documentados, ao mesmo tempo que permite a detenção e deportação de qualquer imigrante ilegal. Notamos que com a lei de imigração vigente é extremamente difícil conseguir uma autorização de residência, mesmo que temporariamente.
Sob o pretexto da saúde pública, o Regime está tentando realizar uma operação para exterminar aqueles que foram forçados pela barbárie capitalista para deixar seus países e buscar um futuro melhor longe de casa. Na chamada “operação contra a ilegalidade” do Ministério de Defesa do Cidadão durante a última semana desencadeou uma perseguição desenfreada de imigrantes e foram detidos cerca de 2.000. Destes, apenas houve acusações contra 420, dos 200 casos por não ter documentos de residência em ordem, o que significa que mais de 1.500 imigrantes foram detidos sem qualquer acusação. Estes são alguns detalhes na Democracia...
O funcionamento do primeiro dos campos de concentração e reclusão para imigrantes, alguns dias antes das eleições gerais de 6 de maio, visa à desorientação da sociedade, tentando apresentar a imigração como fonte de todos os males, enquanto o Capital transnacional e o Estado têm desencadeado uma ofensiva sem precedentes contra a sociedade, com medidas dolorosas que levam o povo à miséria e à indignação.
O mesmo sistema que obrigou milhões de trabalhadores gregos (e não apenas gregos) a emigrar no século XX está forçando milhares de pessoas a abandonarem suas casas e irem para a Grécia (e não só para a Grécia). É o mesmo sistema podre que hoje nos reprime, nos explora, nos aterroriza, conduz à miséria, nos reserva um futuro sombrio. A todos, nativos e imigrantes. Porque a opressão e a exploração do homem pelo homem não tem fronteiras.
agência de notícias anarquistas-ana
Entardecer na praia -
Ao longe, o sol parece
que vai tocar o mar
Maria Teresa Costa

quarta-feira, 25 de abril de 2012


1˚ de Maio nos EUA: 115 cidades paralisarão o país
Pela primeira vez na história dos EUA, milhares de trabalhadores, estudantes, imigrantes e desempregados em mais de 115 cidades em todo o país participarão da greve nacional convocada para o 1˚ de maio para enfrentar juntos o sistema “corrompido até a medula” e a injustiça econômica-social que vive o país.
Enquanto a mídia estadunidense concentrou-se nas disputas pré-eleitorais, o maior problema para as grandes corporações internacionais e o Governo dos EUA, o movimento "Ocupa Wall Street", continua ampliando a lista de cidades que buscam lançar a sua voz no Dia Internacional do Trabalho "em um ato de solidariedade dos 99% da população global em sua luta contra o 1% dos mais ricos e poderosos”.
Greve nacional com finalidade global
Os participantes, que pedem a todos que deixem nesse dia (que nos EUA não é feriado) seus postos de trabalho e estudos para que sua ausência mostre a um sistema corrupto que estão descontentes com o que está acontecendo, prometem não simplesmente paralisar todo EUA, mas tentar transformar a greve num evento global.
"Se você participa de algum sindicato, você pode declarar-se em greve oficialmente. Mas se não é, ponha-se ‘doente’ ou tire férias", recomendam os ativistas, dizendo que qualquer um pode participar na ação.
Os “indignados”, apoiados pelos hackers mais famosos do mundo, Anonymous, enfatizam que o 1˚ de maio é um dia perfeito para protestar contra a corrupção do mercado global, que aumenta o desemprego, os baixos salários, eleva os impostos e o empobrecimento de 99% da população que não conta com a maior parte dos recursos do mundo.
Além dos EUA, a greve global já conta com a participação de várias cidades do mundo, entre as quais Londres (Reino Unido), Melbourne e Sydney (Austrália), Ottawa e Toronto (Canadá) e Seul (Coreia Sul).
agência de notícias anarquistas-ana
madrugada fria
lua alta brilha
iluminando o jardim
Betty Mangucci

quinta-feira, 22 de março de 2012

Carta das Mães de Maio do Brasil às Madres e Abuelas da Plaza de Mayo
Por Mães de Maio 16/03/2012 às 20:01

É com extrema preocupação e, ao mesmo tempo, em irrestrita solidariedade que, do Brasil, lhes escrevemos esta mensagem. Acabamos de receber a notícia de que uma das fundadoras do movimento, a companheira Nora Centeno (foto), foi violentamente agredida e torturada em sua própria casa, na presença de familiares, na manhã da quinta-feira, 15 de março, por razões ainda desconhecidas.

São Paulo, 15 de Março de 2012

Queridas Madres e Abuelas de La Plaza de Mayo,

É com extrema preocupação e, ao mesmo tempo, em irrestrita solidariedade que, do Brasil, lhes escrevemos esta mensagem. Acabamos de receber a notícia de que uma das fundadoras do movimento, a companheira Nora Centeno (foto), foi violentamente agredida e torturada em sua própria casa, na presença de familiares, na manhã da quinta-feira, 15 de março, por razões ainda desconhecidas.

Considerando intoleráveis esses bárbaros e sinistros acontecimentos, registramos nossa indignação e nos colocamos lado a lado da companheira Nora, sua família, sua luta histórica, e de todo o movimento das Madres e Abuelas. Mais que um patrimônio do povo argentino, consideramos Nora e esses movimentos, um patrimônio da nossa América Latina e de toda a humanidade, na luta pela verdade e justiça sem fronteiras. É, portanto, a partir deste nosso entendimento, que nos juntamos a vocês para exigir das autoridades competentes, o completo esclarecimento sobre mais esta violência, suas motivações e o indiciamento e punição em termos da lei dos responsáveis diretos e indiretos (se os houver) por tamanha barbárie.

Inspiradas também por vocês, nós constituímos em nosso país o movimento das Mães de Maio da Democracia Brasileira. Talvez vocês ainda não nos conheçam: somos um movimento relativamente recente, formado por Mães, Familiares e Amig@s de vítimas do Estado Brasileiro, criado a partir dos Crimes de Maio de 2006.

Nosso país, como a Argentina, também viveu uma longa ditadura civil-militar, de 1964 até 1988 - quando foi proclamada uma nova Constituição por aqui. No entanto, o novo Estado Democrático constituído, por não haver esclarecido os crimes cometidos no regime anterior, e não haver, portanto, julgado e punido seus responsáveis, mantém agentes estatais (sobretudo no poder Executivo e Judiciário, e suas respectivas polícias) que continuam a promover o terror contra os nossos trabalhadores e os mais pobres, principalmente nos bairros populares e das periferias das grandes cidades, em especial contra a nossa juventude pobre e negra. Para vocês terem uma ideia da dimensão dessa violência sistemática vivida por nós, a média anual brasileira de homicídios gira em torno de 47 a 50 mil assassinatos por ano, ao longo de toda a última década, deixando o Brasil no topo do ranking dos países com o maior número de homicídios em todo o planeta, segundo a ONU. Ou seja, nas últimas 3 décadas de "transição democrática", já contabilizamos cerca de 1 Milhão de assassinatos, conforme assume o próprio Ministério da Justiça em nosso país ao divulgar o seu "Mapa da Violência 2012". A grande maioria desses assassinatos é realizada por agentes do próprio Estado, ou grupos paramilitares e de extermínio, ligados a ele e/ou aos grandes proprietários, o que configura um estado de sítio continuado e permanente, pelo menos contra os trabalhadores de menor renda e o povo pobre das cidades e do campo, em plena "democracia plena".

Nosso movimento é fruto e resposta a essa barbárie, e a ele demos o nome de "Mães de Maio": durante o mês de maio de 2006, no estado de São Paulo (o mais rico do nosso país) ocorreu o maior dos massacres destes mais de 20 anos de "democracia plena" - uma democracia plena de chacinas. Numa série de ataques contra a população das periferias das grandes cidades de São Paulo, agentes policiais e paramilitares ligados a grupos de extermínio mataram mais de 560 pessoas durante apenas 8 dias (de 12 a 20 de Maio de 2006). Um verdadeiro massacre que tirou a vida de muitos dos nossos filhos, e que passamos a chamar de "Crimes de Maio de 2006".

A triste coincidência entre o mês de Maio que vitimou nossos filhos, e a "Plaza de Mayo" - que dá nome ao movimento de vocês na Argentina, bem como toda a referência histórica que o movimento de vocês significa para todas nós na luta pelo direito à Memória, à Verdade e à Justiça, e na luta por uma Verdadeira Democracia, fez com que escolhêssemos chamar ao nosso movimento de Mães de Maio da Democracia Brasileira. Mas não se trata apenas de um nome, ou de um recurso de propaganda e marketing. Trata-se de um compromisso. O compromisso de buscar e praticar o exercício cotidiano da solidariedade com as lutas históricas da classe trabalhadora, dentre as quais a resistência contra todas as ditaduras civis-militares no Cone Sul - o que consideramos absolutamente fundamental. Nós das Mães de Maio sempre fomos, e continuaremos a ser, solidárias à luta de tod@s @s perseguid@s, pres@s polític@s e assassinad@s pelos Estados latino-americanos, desde os povos originários massacrados, @s african@s sequestrad@s para o nosso continente na condição de trabalhador@s escravizad@s, os camponeses e camponesas expulsas de suas terras e assassinad@s, @s operári@s explorad@s, as vítimas e parentes de pres@s e perseguid@s políticos das ditaduras civis-militares, e a@s milhares de pres@s polític@s atuais de nossos países, em sua maioria de origem afro-indígena e pobre, das periferias e dos movimentos sociais.

Estamos convencidas de que é o sepultamento da Memória, a não-revelação da Verdade e a falta de verdadeiros processos de Justiça contra as violências históricas dos Estados contra seus cidadãos e cidadãs - estas negações de direitos - que estão na origem da continuidade da violência e do terror do Estado, mesmo em tempos de "democracias plenas". Enquanto não se tiver a coragem de enfrentar todo o poder econômico, político e militar que faz questão de perpetuar, em cada um de nossos países, a violência das elites e seus respectivos aparatos estatais contra a maioria de nossas populações, para nós de nada significará a utilização dessa palavra "democracia", a não ser como forma de engodo.

A barbárie desencadeada nesta quinta-feira (15/03) contra a companheira Nora Centeno, longe de nos intimidar, nos torna ainda mais alertas e solidári@s, e aumenta a nossa disposição de nos juntarmos a vocês em mais esta jornada.

As notícias que temos são de que - em termos da Justiça de Transição para a Democracia - o avanço das conquistas na Argentina são bem maiores que o que temos conseguido em nosso país. Sem dúvida, são notícias que procedem - enfim, vocês já conseguiram levar às barras dos tribunais, julgar e condenar generais e até chefes de Governo e Estado do período da ditadura. Isto nos dava, portanto, algum alento frente ao que aí se passava. No entanto, a recente violência contra Nora Centeno, nos deixa preocupad@s e em estado de alerta.

A violência cometida contra Nora Centeno é um alarme para que sigamos mais próxim@s e mais solidári@s uns aos outros - trabalhadores e povos latino-americanos - atentos a qualquer tipo de continuidade ou de reação dos fascistas de plantão, que seguem vivos e atuantes em cada um de nossos "estados democratizados", muitas vezes travestidos na pele de "gestores progressistas". Não foi em nome de "democracias" que considerassem "normais" este tipo de violência cometida hoje contra Nora aí na Argentina, e praticada cotidianamente contra jovens pobres e negros aqui no Brasil, que lutaram todos os nossos netos ou filhos assassinados, tampouco é por esta "democracia" que nós Mães e Avós seguimos lutando!

Força a todas vocês, companheiras! Sigamos atent@s e solidári@s!

Abraço carinhoso e especial à companheira Nora Centeno e toda sua família!

Pelo Direito à Memória, à Verdade e à Justiça! Ontem e Hoje! Aqui e aí!

A Luta por Liberdade não tem fronteiras no Tempo e no Espaço!

Mães de Maio da Democracia Brasileira

* IMPORTANTE - Estamos em busca da tradução imediata desta carta, do português para o castellano. Dada a urgência do acontecimento, decidimos por publicá-la já em português, até para que isso facilite que algum tradutor voluntário se prontifique. Assim que tivermos concluída esta tradução, a enviaremos a todas as Abuelas, Madres e Hij@s de Argentina e da América Latina. Estamos junt@s na luta por Verdade e por Justiça! Ontem, Hoje e Sempre!

domingo, 18 de março de 2012

À esquerda do Sintego
Grupo Mobilização dos Professores de Goiás tem posicionamento mais agressivo e afirma independência em relação a partido, ao contrário do sindicato, ligado à CUT, braço sindical do PT
Fernando Leite/Jornal Opção

Grupo Mobilização dos Professores de Goiás faz manifestação no prédio da Assembleia Legislativa, onde está sendo votado projeto sobre salários dos funcionários estaduais
Cezar Santos

Ação mais efetiva em favor da educação em Goiás do que o que está sendo feita pelo Sindicato dos Traba­lhadores em Educação de Goiás (Sintego). É esse o objetivo autodeclarado do grupo denominado Mobili­zação dos Professores de Goiás, que ainda não tem existência formal, mas que já se mobiliza efetivamente no momento em que os professores da rede estadual completam 40 dias de greve — que chegou a ser declarada ilegal pela Justiça.

São cerca de 50 professores em Goiânia e 6,5 mil em todo o Estado, em sintonia pela internet. Eles se mostram dispostos a fazer muito barulho, principalmente nas dependências da Assembleia Legislativa, onde está em votação dispositivos legais que dizem respeito à remuneração dos funcionários públicos e especialmente dos professores.

Foi o que aconteceu na quarta-feira, 14, quando a Mobilização dos Professores de Goiás fez um “barulhaço”, incluindo pancadaria na porta do recinto das galerias. Com o início do tumulto, a segurança da Assembleia reforçou a vigilância no local para prevenir incidentes maiores.

Os integrantes do grupo continuaram a manifestação, enquanto um representante, o professor Fabrício David de Queiroz, participava de reunião com os deputados e o Sintego, justamente para tratar da emenda de lei que versa sobre a remuneração dos professores, em análise na Casa. Isso significa que mesmo informalmente o grupo já adquiriu algum poder de representatividade.

O Sintego está à frente da movimentação pela retomada da gratificação por titularidade, mas a Mobilização dos Professores de Goiás acha que o sindicato está “mole” nessa luta. Dessa forma, se coloca “mais à esquerda” que o sindicato.

O professor João Coelho (leciona no Colégio Estadual Irmã Gabriela, no Conjunto Riviera) informa que eles resolveram agir quando o Sintego disse ter conseguido um documento do governo, assinado pelo secretário da Educação, Thiago Peixoto (PSD), de que haveria cumprimento das reivindicações, que são, entre outras:

1- Retorno da gratificação de titularidade, especialmente de mestrado e doutorado;
2- Cumprimento do plano de carreira;
3- Concurso público para professores e pessoal administrativo;
4- Adequação salarial dos administrativos;
5- Democratização da gestão da Seduc.

“Esse documento foi lido, mas não foi nos mostrado. E nós discordamos disso. O Sintego defende o fim da greve por causa desse documento, mantendo um estado de greve, mas voltando às salas de aula, por 40 dias, para que o impasse seja resolvido. Ora, greve é greve, não tem estado de greve. Ou estamos em greve ou não estamos”, disse João Coelho. [No dia seguinte a essa declaração (quinta-feira, 15), os professores da rede estadual realizaram uma assembleia geral em que foi definida a continuação da greve enquanto o governo não atender às reivindicações. Também decidiram aderir à paralisação nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação-CNTE].

Diferenças

O professor Fabrício David de Queiroz, que leciona nos Colégios Estaduais do Parque Amazonas e Antônio de Oliveira da Silva, reforça a argumentação. “Por isso a posição da Mobi­liza­ção dos Professores é só parar a greve com posicionamento concreto por parte do governo no atendimento as nossas reivindicações. Não basta um documento assinado pelo secretário. E se ele sair amanhã? Quem vai garantir o que ele assinou? Queremos um documento assinado também pelo governador e pela comissão formada pelo Mi­nistério Público, a Seduc, o Sintego, o Conselho Estadual de Educação e o deputado representante da Assembleia.”

Outra diferença da Mobi­lização com o sindicato diz respeito ao atrelamento da entidade. O Sintego é ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT. Por isso o sindicato tem sido acusado de ter motivação política na decretação da greve, uma forma de confrontar o governo estadual, cujo governador é do PSDB, adversário do PT — lembre-se que este ano tem eleições municipais. “Ao contrário do Sintego, somos independentes em relação a partidos políticos, a associações ou entidades políticas”, explica João Coelho.

Os dois professores da Mobilização ressaltam que logicamente há pessoas filiadas a partidos políticos no movimento. “A Mobilização não tem vinculação partidária, embora, é lógico, tem pessoas filiadas a partidos aqui. Aceitamos as pessoas, mas não o ordenamento partidário que elas possam ter. Não nos interessa a tendência partidária de ninguém.”

Origem

O movimento Mobilização dos Professores de Goiás começou no ano passado, quando a SEE propôs mu­dança na matriz curricular, antes mesmo do plano de carreira ser alterado. Vem daí a origem do que se poderia chamar dissidência — o termo não é totalmente apropriado, mesmo porque há vários professores no movimento que não são ligados ao Sintego.

João e Fabrício dizem que a Secretaria da Educação não ouviu os professores — não ouviu sequer o Sintego — ao propor essa alteração. “Como essa mudança implicava alteração na carga horária na quantidade de aulas para as turmas de filosofia e sociologia, os professores dessas disciplinas se reuniram, foram ao Con­selho Estadual de Educação, à própria secretaria. Fomos vitoriosos, o Conselho soltou um parecer aceitando a autonomia das escolas na determinação dessas disciplinas”, lembra João Coelho.

“Interessante observar que houve uma aproximação com professores da rede municipal, do movimento Comando de Luta, já que muitos professores lecionam nas duas redes”, observa Fabrício.

Eles contam que nessas alturas, já havia um grupo de educadores goianos no Face­book debatendo essa e outras questões, buscando formas de mobilização. Até que no dia 23 de dezembro de 2011, numa reunião na Faculdade de Educação da UFG, eles formaram a Mobilização dos Professores de Goiás, definiram diretrizes, uma espécie de pré-estatuto.

As decisões são tomadas a partir de ponto de pauta surgida durante a semana. Todos votam. “Não temos chefe, não tem líder, não tem um grupo diretivo e mesmo quem chega agora tem participação igual. Formamos comissões de atividades e entra quem quer”, explica o professor Fabrício.

Críticas

Do ponto de vista mais filosófico, os professores João e Fabrício dizem que perceberam um processo de despolitização no Sintego: “Os professores não se interessam pelo que o sindicato faz. Em 2011, houve uma greve iminente, mas o Sintego não levou à frente. O sindicato está descreditado pelos professores por causa de greves que não foram bem-sucedidas. Fo­ram várias assembleias em 2011 com votação da maioria pela paralisação e o Sintego não deu sequência. Em lutas anteriores, em 2010, num movimento dos professores da rede municipal, o Sintego determinou o fim da greve, e o Comando de Luta continuou. Então isso desacreditou os professores em relação ao sindicato”, conta João Coelho.

Sobre essas diferenças com o Sintego, os dois representantes do grupo Mo­bilização dos Professores de Goiás fazem questão de afirmar um ponto que só o tem­po poderá confirmar: não é objetivo do movimento disputar a diretoria do sindicato.

“Não buscamos o confronto”

Os professores Fabrício David de Queiroz e João Coelho negam que o movimento Mobilização dos Professores de Goiás busque um posicionamento de confronto em relação ao governo do Estado. “Não queremos desgastar o governo, não queremos desgastar deputados ou criar celeumas. Esse barulhaço na Assembleia é uma forma de sermos ouvidos. Ninguém viu nem vai ver nós fazermos depredações, agressões. Nós somos incisivos, temos de ter voz grossa para sermos ouvidos pelos próprios professores, para despertá-los”, dizem.

Sobre a questão política, eles ressaltam que não “compram” a briga entre PT e PSDB, “Estamos acima de interesses partidários. Nós não somos radicais, porque entendemos que radicalidade é cortar salários. Queremos fazer valer os direitos dos professores.”

No dia em que o movimento agitou as dependências da Assembleia, ouviram-se palavras de ordem contra o governo, também em relação a temas fora da educação. O professor João Coelho defende a Mobilização e diz que palavras de ordem sobre temas alheios à educação — como Carlinhos Cachoeira, saúde e segurança pública — se deve ao fato de que muitas dessas questões influenciam na educação.

“Falamos sobre o que esperamos dos políticos, lisura. O fato de haver políticos envolvidos com Carlinhos Cachoeira, como aparece na imprensa, sobre irregularidades, isso pode interferir na educação também. Então nós estamos nos manifestando politicamente sobre a realidade”, afirma o professor Fabrício.

Características gerais

1)Nome
"Mobilização dos Professores de Goiás"

2)Local
Estado de Goiás e municípios que o integram

3) Identidade Visual
Fica aprovada a logo do título do blog até que uma nova proposta seja apresentada e aprovada.

4) Características
a) Apartidário: não se vincula a nenhum partido, não servirá para a promoção deste ou daquele partido, mas estará sempre aberto para congregar pessoas de diferentes perspectivas, filiações
b) Anti-eleitoreiro: se resguarda em não ser sujeito ou objeto de campanhas eleitorais a nível partidário ou em nível de ONGs e sindicatos.
c) Autônomo: não se vincula a nenhum sindicato ou ONG, mas não deixa de dialogar com os mesmos
d) Caso SINTEGO: o movimento é independente do SINTEGO, mas sempre que necessário buscará neste sindicato apoio financeiro, jurídico e diálogo para questões diversas.

5) Carro-Chefe (o que o movimento busca prioritariamente)
Garantia do cumprimento do piso nacional em Goiás e municípios goianos sem a destruição do Plano de Carreira.

6) Estruturação do grupo (como o movimento se organizará)

(1) Redes sociais
Principal modo de articulação, ficando definido dois grupos no facebook:
i) Grupo aberto à comunidade: deverá se chamar “Goianos pela Educação” e agregar qualquer um que se interesse em defender a causa do movimento
ii) Grupo fechado aos professores e demais administradores: trata-se do espaço em que o grupo se organiza, debate divergências e entra em acordo para só posteriormente publicizar as decisões no grupo “Goianos pela Educação”. Houve a sugestão de que este grupo fechado fizesse uso do grupo já existente no facebook “Educadores de Goiás”

(2) Comissões de Trabalho
Principal modo de garantia da administração democrática do grupo. As comissões terão caráter rotativo, ou seja, sua composição será regularmente alterada. Principais comissões sugeridas:
i) Comissão de Comunicação: responsável por administrar os grupos nas redes sociais, a rede de emails e o blog e ainda por estabelecer contato com meios de comunicação além da internet.
ii) Comissão de Texto: responsável por fazer e estimular os outros a fazerem: pesquisas a respeito dos projetos educacionais (federal, estadual e municipal), textos com fala qualificada. Repassar para o grupo estes estudos e estes textos.
iii) Comissão Jurídica: responsável pelo aporte jurídico ao grupo
iv) Comissão de Negociação: responsável pelo diálogo do grupo com órgãos, organizações, instituições, etc.
v) Comissão de Visitas: visitarão as escolas com o intuito de informar toda a comunidade escolar sobre as decisões do governo e criar em cada escola um grupo responsável por mobilizar a mesma.

(3) Reuniões Gerais
Principal modo de deliberações gerais. Devem ocorrer regularmente, respeitando-se os seguintes aspectos:
i) Devem ser amplamente divulgadas no grupo da rede social com no mínimo 3 dias de antecedência
ii) Deve ter uma pequena tolerância para o início
iii) Deve ter a pauta e “mesa” decidida coletivamente
iv) Deve tirar as definições por meio de votação

7) Ação (como o movimento agirá)

a) Ação jurídica: definida como uma das ações prioritárias. Trata-se do encaminhamento de uma Ação Civil Pública, juntamente com Mandado de Segurança, com apoio dos Advogados do Povo

b) Mobilização: modo em que o grupo irá envolver a comunidade (alunos, professores, associações e demais interessados no assunto)
i) Pulverização via redes sociais, blog, mala-direta de emails.
ii) Pulverização via focos de contato nas escolas (criar comissões responsáveis por visitar as escolas e criar estes focos). Envolver também os alunos
iii) Divulgação na mídia: através de textos, manifestos, etc.
iv) Contatos com os movimentos autônomos dos professores em todo o Brasil

c) Manifestação: denunciar e pressionar para exigir mudanças chamando a atenção da sociedade: passeatas, ocupações, acampamentos, panfletagem, faixas, protestos na mídia, ações jurídicas, greve, pressão sobre o governo. Não usaremos nariz de palhaço. As ações de manifestação devem ser decididas coletivamente através da criação de um “Calendário de Manifestações”.

Leia mais: http://www.mobilizacaoprofessoresgo.com



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domingo, 12 de fevereiro de 2012

A luta continua na Grécia: greves, ocupações e manifestações...


Segundo dia de greve: Aumentam as ocupações e manifestações na véspera da grande manifestação de domingo

Aumentam as ocupações e manifestações em todas as cidades do território do Estado grego, um dia antes da grande manifestação de domingo, 12 de fevereiro, na praça principal de Atenas, assim como nas maiores praças de quase todas as cidades.

Abaixo a Ditadura e seu regime! Revolução ou submissão, capitalismo ou liberdade!

Atenas: A manifestação do segundo dia da greve geral foi menor do que no primeiro dia. Cerca de 5.000 pessoas se manifestaram no centro de Atenas. A marcha passou pelo Parlamento e terminou no local onde tinha começado, no Propileos da antiga Universidade, a poucos passos do Parlamento como da ocupada Faculdade de Direito. Durante a manifestação o edifício da Faculdade de Direito ocupada esteve cercada por agentes da chamada tropa de choque. No final da marcha, o bloco anarquista foi para o prédio da Ocupação e obrigou os policiais a retirar-se. Poucos confrontos ocorreram do lado de fora do Parlamento entre manifestantes que tentavam ficar lá e os cães da tropa de choque que guardavam seus amos.

Um pouco antes do início da manifestação, um grupo de anarquistas e jovens rebelados contra o Regime e seus asseclas perseguiram policiais à paisana.

Manifestações e marchas foram realizadas em vários bairros de Atenas. Ontem, 10 de fevereiro, aconteceu a primeira assembléia na ocupação da Prefeitura do bairro de Jolargós. A assembléia durou mais de 4 horas, com a presença de centenas de pessoas. A Ocupação continua e hoje, 11 de fevereiro, será realizada a segunda assembléia no mesmo lugar. No bairro de Ilion, cerca de 150 pessoas marcharam gritando slogans contra o capitalismo, o estado de emergência, as novas medidas de austeridade e escravidão e os ideais nacionais (fotos). Lembramos que neste bairro há poucos dias tinha sido realizada uma ação contra as medidas de proibição de colocação de cartazes em espaços públicos e fachadas de bancos.

Todo mundo está se preparando para a grande manifestação de amanhã, domingo, 12 de fevereiro, na Praça Syntagma, em frente ao Parlamento.

Também continua a ocupação da Faculdade de Direito no centro de Atenas assim como da Casa do Trabalhador.

Tessalônica: Milhares de pessoas se manifestaram contra as penosas medidas que levam o povo grego à escravidão. Os sindicatos de base, juntamente com coletividades e várias pessoas, ocuparam o maior e o mais conhecido cinema da cidade, chamado Olympion. A ocupação do Olympion constituirá o centro da luta auto-organizada e independente contra a barbárie que nos estão impondo. Já foi realizada uma assembléia dentro do Olympion ocupado.

Patras: Na terceira cidade mais populosa da Grécia mais de 1.000 pessoas, a maioria esquerdistas e anarquistas, participaram da manifestação de hoje (fotos). Durante a marcha foram feitos ataques a caixas eletrônicos de bancos, lojas e câmeras de vigilância. Confrontos entre a Polícia e manifestantes foram registrados. Ressaltamos a ação de um grupo de anarquistas, que expropriou bens de primeira necessidade em um supermercado e distribuíram tudo para as pessoas em um mercadinho local.

Heraclion, Creta: A manifestação da manhã foi menor do que a enorme manifestação de ontem. O bloco anarquista foi para os bairros da cidade. Em seguida passou pelo canal de TV Creta, onde uma ação foi realizada durante o noticiário. O programa que foi produzido pelos companheiros durante a sua intervenção está disponível aqui. Logo depois, o bloco passou nas prisões locais, onde houve uma ação de meia hora em solidariedade com os presos. Na parte da tarde mais de 300 anarquistas, libertários e outros companheiros realizaram outra marcha no centro da cidade. Eles gritaram slogans de solidariedade com os grevistas da "Aciaria Grega" e os presos políticos e contra a situação econômica e política imposta pela Soberania.

Récimno, Creta: Segue a ocupação da Prefeitura. A manifestação de hoje terminou no prédio da Prefeitura ocupada. Ações de contra-informação tiveram lugar no centro e nos bairros da cidade.

Vólos, Tessália: Cerca de 400 pessoas manifestaram-se sob chuva, como ontem, 10 de fevereiro.

Ilhas de Jios e Lesbos: Manifestações em ambas as ilhas foram realizadas ontem e hoje (fotos). Em ambas a participação foi grande e para amanhã se espera a maior manifestação na história das ilhas.

Levadia, Grécia peninsular: Intervenção em um evento do partido de extrema-direita Laos, que até ontem participa no governo (fotos).

Kavala, norte da Grécia: duas manifestações de aproximadamente 500 pessoas, tanto ontem, 10 de fevereiro, como hoje.

Ioannina, Epiro: Mais de 1.500 manifestantes marcharam pelas ruas do centro da cidade, apesar do frio e das condições meteorológicas desfavoráveis. A marcha foi até o Centro Cultural, onde as pessoas tentaram entrar para ocupá-lo e realizar uma assembléia, mas a Polícia reprimiu a ação.

agência de notícias anarquistas-ana

Quando amanhece,

Beijo a brisa que me beija:

O dia agradece.

João de Deus Souto Filho

sábado, 11 de fevereiro de 2012

GREVE NA GRÉCIA, CONFRONTOS, OCUPAÇÕES

Primeiro dia da greve de 48 horas: Confrontos com a Polícia e ocupações de Ministérios e Prefeituras em toda a Grécia
Atenas: A participação na manifestação do primeiro dia da greve de 48 horas foi inferior à esperada. A manifestação de mais de 10.000 pessoas começou um pouco depois do meio-dia com conflitos na praça principal de Atenas, Sintagma, entre manifestantes de um lado e numerosos agentes das forças repressivas e policiais secretos e fascistas do outro. Um manifestante ficou gravemente ferido e 7 foram presos, apesar de que houve cerca de 15 prisões preventivas.
Nas ruas circundantes agentes da equipe motorizada da Polícia grega investiram contra manifestantes batendo em muitos deles. Os enfrentamentos nas ruas do centro duraram várias horas. Os agentes da chamada tropa de choque atacaram e bateram a sangue frio num manifestante, jogaram-no ao chão, e em seguida ficaram um bom tempo dando chutes e depois lançaram granadas de ruído enquanto ele estava caído e sangrando no chão (foto).
Pode ser que a manifestação não teve as características quantitativas esperadas, mas as características qualitativas do protesto foram muito significantes. A fúria e a insistência dos manifestantes durante os confrontos eram grandes. As pessoas não retrocediam diante das investidas da Polícia, apesar do uso excessivo de gás lacrimogêneo e produtos químicos por parte dela. Em várias ocasiões grupos de pessoas resgataram os manifestantes detidos pela Polícia ou outros prestes a ser presos, evitando a sua detenção. É interessante assinalar a surra que vários manifestantes deram em um grupo de fascistas que apareceram para acompanhar seus irmãos de farda.
No bairro de Jolargós a Assembléia Popular Aberta local passou a ocupar a Prefeitura. Às 18 horas, houve uma assembléia realizada na Prefeitura ocupada. Os membros da Assembléia Popular fizeram um chamado para ocupações nos conselhos de todos os bairros e a grande manifestação de domingo em frente ao Parlamento.
Heraclion, Creta: Enorme e combativa manifestação do primeiro dia da greve de 48 horas. Mais de 10.000 pessoas marcharam pelas ruas do centro de Heraclion. Foi uma das maiores manifestações realizadas na cidade. Houve vários ataques a bancos e pichações de slogans contra o Regime, Bancos, e em solidariedade com os grevistas da rede de supermercados Ariadna (fotos).
Chania, Creta: Muito grande para os padrões da cidade a manifestação do primeiro dia da greve de 48 horas. A manifestação de mais de 3.000 pessoas acabou na Prefeitura, onde vários dos manifestantes procederam a sua ocupação. A Ocupação está fazendo contínuas chamadas em toda a cidade, para as manifestações de amanhã e depois de amanhã. Estudantes universitários locais ocuparam a Escola Politécnica Superior, chamando as pessoas a se rebelar contra a Tirania.
Récimno, Creta: Ocupação da Prefeitura. Hoje, no primeiro dia da ocupação montaram uma festa comunitária fora da Prefeitura (foto).
Larissa, Tessália: Os participantes da manifestação do meio-dia ocuparam o prédio da Administração da Região de Tessália. O lema principal da Ocupação é indicativo: "Não há mais tempo. É agora ou nunca".
Corfu: Ocupação do edifício da Administração da Região das Ilhas Jónicas. Na ocupação participaram quase todos os sindicatos de base da ilha.
Berea: um grande grupo de manifestantes ocupou o prédio da Administração local.
Continuam as ocupações da Faculdade de Direito de Atenas por anarquistas, anti-autoritários e libertários, da Casa do Trabalhador em Atenas, do Ministério da Saúde e do Ministério do Trabalho.
Vídeos:
agência de notícias anarquistas-ana
Um pingo de orvalho
vem rolando pela folha -
Vai-se a madrugada.
Alberto Murata

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Grécia: 4 de fevereiro: Manifestação contra o "estado de emergência"


[Grécia] 4 de fevereiro: Manifestação contra o "estado de emergência"
 Atenas, Monastiraki, sábado, 4 de fevereiro, às 12:00
"Consenso ou quebra"
A ofensiva da Dominação se expande e golpeia. Os patrões políticos e econômicos, tendo imposto há dois anos um "estado de emergência", semeia restos humanos para "reconstruir" a sociedade sobre novas bases, mais disciplinar, mais rentável e benéfica para eles. Seu objetivo é a escravização de todos nós. Com "golpes parlamentar" e coalizões de governos que se juntam para impor o silêncio social com os novos memorandos de submissão e de saques que estão preparando. Com "diálogos sociais" dos "parceiros sociais", com a propaganda enganosa e intimidatória diária dos meios de comunicação e com a constante invocação da "Troika¹ que está exigindo" querer contornar a raiva social acumulada.
Nos declararam a guerra e nos pedem que mantenhamos a paz
Confronto e ruptura com o Estado, o Capital, os mecanismos supranacionais de Dominação. Agudização das lutas sociais de classes sem líderes, nas ruas, praças, em todos os campos da vida cotidiana. Comunidades auto-organizadas de resistência e solidariedade em todos os lugares, nos bairros, locais de trabalho e escolas, nas assembléias de desempregados. Detenção dos fenômenos degenerativos de fascistização social que estão se desenvolvendo nas antípodas da radicalização social. Sem falsa ilusão sobre as propostas (social-democratas ou de esquerdas) de embelezamento e maquiagem do sistema de exploração e submissão. Nenhuma Ilusão sobre o papel das eleições, os partidos, a representação, a adjudicação, as "brechas" parlamentar, as "alternativas" e "outros caminhos". A civilização da indigência material, de valores, espiritual e emocional não se melhora, é derrubada.
Revolta social generalizada
Para a perspectiva de uma sociedade auto-organizada de propriedade compartilhada, liberdade, igualdade, apoio mútuo. Sem poder e divisão de classes, sem amos e escravos assalariados, sem patrões e empregados, sem líderes e seguidores, sem especialistas e ignorantes, sem hierarquia e discriminação baseada no sexo, raça, lugar de origem, preferência sexual. Tudo para todos, de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades.
Anarquistas dos bairros oeste de Atenas e Pireo
Thersitis (Ilion)
Sinialo (Egaleo)
Resalto (Keratsini)
[1] Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e União Européia.
agência de notícias anarquistas-ana
Um pingo de orvalho
vem rolando pela folha -
Vai-se a madrugada.
Alberto Murata

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Asesinan a tres militantes del Frente Popular Darío Santillán

La masacre de Rosario


Por Tomás Eliaschev. Tres jóvenes militantes fueron asesinados a balazos por una banda de sicarios en el barrio Moreno, Rosario sur. La denuncia de los vecinos y la connivencia de barras bravas, narcos y la policía. Polémica por la cobertura de los medios.


El barrio Moreno -en el sur de Rosario- comenzó el año de luto. Tres de sus hijos, jóvenes militantes, fueron acribillados por una banda que los atacó en la madrugada del domingo pasado, sin que mediara ningún enfrentamiento. Los sicarios creían estar vengándose del ataque contra uno de los jefes de la barra brava de Newells, Maximiliano "El Hijo del Quemado" Rodríguez. Los pibes, que no tenían nada que ver con ese hecho, habían pasado toda la noche en la canchita de Quintana y Dorrego. Pasadas las 4, de un auto verde se bajaron tres hombres armados que preguntaban por Ezequiel "El Negro" Villalba, un barra que vive a una cuadra de donde fue la balacera. Sin dejar espacio a otra posibilidad, abrieron fuego contra los que encontraron. Los disparos, según fuentes oficiales, fueron de 9 milímetros y también de pistola ametralladora. Jeremías Jonathan "Jeri" Trasante, de 17, Claudio Damián "Mono" Suárez, de 19 y Adrián Leonel "Patón" Rodríguez, de 21, fueron acribillados: cada uno tenía entre cinco y ocho balas alojadas en sus cuerpos. Eran pibes de barrio, militantes del Frente Popular Darío Santillán, que estaban organizados para tener una opción mejor de vida. Acababan de participar activamente del campamento nacional de jóvenes de dicha organización, junto a 500 pibes de todo el país, realizado en Rosario el diciembre pasado.

"Nos dieron un golpe tremendo, mataron a tres de nuestros compañeros, que eran como hermanos. Queremos que quede claro que ya lo veníamos denunciando, lo dijimos en el Concejo Deliberante, en la Comisión de Derechos Humanos, donde hicimos un relevamiento de los casos donde se pone de moda caratular como un 'ajuste cuentas' y queda paralizada la investigación, cuando lo que están haciendo es matar pibes inocentes. Este año, de todos los asesinatos que hubo, 140 fueron de este tipo. Ahora se sabe porque los pibes eran de una organización y salimos a denunciarlo, sino hubieran dicho que fue un enfrentamiento y listo, no investigan más", le dijo a Marcha Pedro "Pitu" Salinas, referente del Movimiento 26 de Junio, Frente Popular Darío Santillán, en donde militaban los asesinados. Según cifras oficiales, en Rosario se registraron este año 170 homicidios.

Al principio, la policía de la Comisaría 15ª que acudió al lugar informó que se trataba de un "ajuste de cuentas" informando errónea e intencionadamente que los jóvenes "tenían antecedentes penales", lo cual fue levantado por algunos medios, como La Capital y Clarín, pese a ser negado por quienes los conocían. Con el correr de las horas fue saliendo a luz la verdad. Un cable de DyN confirmó lo que ya se sabía: que en ninguno de los tres muertos, de acuerdo al estudio de dermotest realizado por personal de Criminalística, había rastros de pólvora, es decir que no hubo intercambio de disparos.

La masacre comenzó a gestarse a las 3.30 de la primer madrugada del año: Rodríguez iba con su novia en un BMW cuando fueron baleados desde una moto en la que viajaban dos personas. Aparentemente, herido y en compañía de sus cómplices dejó el automóvil y en otro coche, un Corsa verde, fue hasta la esquina del domicilio de Villalba. Allí abrieron fuego contra los cuatro jóvenes que se encontraron, que nada tenían que ver con la agresión previa ni con ninguna barrabrava. Decenas de testigos los vieron pasar toda la noche en el mismo lugar donde luego encontrarían la muerte.

Además de Rodríguez, que permanece internado en el Hospital de Emergencia Clemente Álvarez (HECA) en estado crítico, los imputados son Ariel Sebastián "Teletubi" Acosta y Damián "Damiancito" Martínez, que permanecen prófugos. Acosta estuvo involucrado en el ataque contra un micro de Ñewell's donde murió Walter Cáceres. A Martínez le encontraron un chaleco antibalas al ser allanado su domicilio de la calle Argelia 2100. En horas de la noche del lunes 2 se producían nuevos allanamientos, según informaciones recogidas por este medio.

El efectivo policial de apellido Marín, responsable de ocultar a sus superiores que Rodríguez estaba en el Hospital Álvarez, "fue pasado a disponibilidad, imputado porque no avisó a su jefatura que había un herido en el HECA que tenía algo que ver con los muertos. Por eso se tardo varias horas en saber qué pasaba", según le dijo a Marcha el secretario de Seguridad Comunitaria, Ángel Ruani, quien detallló la información que manejan en el Ministerio de Seguridad provincial sobre el caso. "Primero se produjo la agresión contra Rodríguez, que acusó a Villalba y por eso habrían ido a buscarlo. Podría haber habido más muertos, uno se salvó corriendo. Después siguieron tirando, hay tres mujeres heridas, una de ellas embarazada. Fueron a buscar a un tipo para matar y le dispararon a cualquiera, tiraron a mansalva", detalló el funcionario.

Ruani relató que esa noche estuvo cumpliendo su labor como funcionario en las calles rosarinas. "Estuve hasta las 12 recorriendo la ciudad, tratando de ver el accionar policial, de verificar el patrullaje, pase dos veces por esa esquina, la última una hora y media antes de los asesinatos. A las 5 hicimos base. Recién al mediodía supimos que Maximiliano Rodríguez estaba en el mismo hospital donde entraron los chicos asesinados. Nos vamos enterando ahora de la ligazón de los muertos con el Frente Popular Darío Santillán, a quienes hemos invitado a que vengan a hablar con el ministro de Seguridad Leandro Corti", señaló el funcionario, quien estuvo detenido desaparecido durante la dictadura y viene de ser subsecretario de Derechos Humanos provincial.

La feroz violencia barrabrava cuenta en Rosario con innegables vínculos policiales. Este triple crimen sucede en territorio de la Seccional 15ª, una comisaría que tiene un largo historial de corrupción y violencia en su haber, con casos de gatillo fácil y presos hacinados que terminan muertos en sus calabozos. En agosto del año pasado, el comisario de la 15ª, Gustavo Bella, fue reemplazado por el comisario Abel Santana, al ser acusado de recomendar a los vecinos que ante los robos contraten a una empresa de seguridad privada vinculada a personal de la fuerza.

Hay más datos que ligan a los asesinos con el poder. El dueño del BMW en el que viajaba "El Hijo del Quemado" es el abogado penalista Carlos Varela, un conocido defensor de barras con vínculos con la policía. El que manejaba su auto importado, Maximiliano Rodríguez, se hizo famoso por tirar de un para avalanchas al jefe de la barra de Ñewell's, Roberto "Panadero" Ochoa, para después molerlo a palos en el suelo junto a otros barras. Y estuvo preso por robo a una distribuidora de bebidas La Vendimia, en barrio Las Delicias, donde se llevaron entre 30 mil y 40 mil pesos.

Según confiaron a este medio vecinos de La Tablada, un barrio más conocido por su peligrosidad y próximo a Moreno, el padre de Maximiliano -Sergio "Quemado" Rodríguez, conocido barra de Ñewell's- vende cocaína desde hace 30 años, siendo quien la introdujo originalmente en el barrio. Sin embargo, aseguran, su paradero es un misterio. "Todos lo conocen pero nadie sabe donde vive", mencionan las fuentes. Por su parte, de acuerdo a fuentes oficiales, la connivencia policial con estos grupos delictivos genera preocupación en las más altas esferas de la gobernación santafesina. En el barrio la situación es tensa, ya que hay un sobreviviente de la masacre de Moreno y varios testigos, quienes lógicamente temen por sus vidas. Mientras tantos, los muertos eran velados anoche por sus compañeros, familiares, amigos y vecinos.