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sábado, 11 de fevereiro de 2012

GREVE NA GRÉCIA, CONFRONTOS, OCUPAÇÕES

Primeiro dia da greve de 48 horas: Confrontos com a Polícia e ocupações de Ministérios e Prefeituras em toda a Grécia
Atenas: A participação na manifestação do primeiro dia da greve de 48 horas foi inferior à esperada. A manifestação de mais de 10.000 pessoas começou um pouco depois do meio-dia com conflitos na praça principal de Atenas, Sintagma, entre manifestantes de um lado e numerosos agentes das forças repressivas e policiais secretos e fascistas do outro. Um manifestante ficou gravemente ferido e 7 foram presos, apesar de que houve cerca de 15 prisões preventivas.
Nas ruas circundantes agentes da equipe motorizada da Polícia grega investiram contra manifestantes batendo em muitos deles. Os enfrentamentos nas ruas do centro duraram várias horas. Os agentes da chamada tropa de choque atacaram e bateram a sangue frio num manifestante, jogaram-no ao chão, e em seguida ficaram um bom tempo dando chutes e depois lançaram granadas de ruído enquanto ele estava caído e sangrando no chão (foto).
Pode ser que a manifestação não teve as características quantitativas esperadas, mas as características qualitativas do protesto foram muito significantes. A fúria e a insistência dos manifestantes durante os confrontos eram grandes. As pessoas não retrocediam diante das investidas da Polícia, apesar do uso excessivo de gás lacrimogêneo e produtos químicos por parte dela. Em várias ocasiões grupos de pessoas resgataram os manifestantes detidos pela Polícia ou outros prestes a ser presos, evitando a sua detenção. É interessante assinalar a surra que vários manifestantes deram em um grupo de fascistas que apareceram para acompanhar seus irmãos de farda.
No bairro de Jolargós a Assembléia Popular Aberta local passou a ocupar a Prefeitura. Às 18 horas, houve uma assembléia realizada na Prefeitura ocupada. Os membros da Assembléia Popular fizeram um chamado para ocupações nos conselhos de todos os bairros e a grande manifestação de domingo em frente ao Parlamento.
Heraclion, Creta: Enorme e combativa manifestação do primeiro dia da greve de 48 horas. Mais de 10.000 pessoas marcharam pelas ruas do centro de Heraclion. Foi uma das maiores manifestações realizadas na cidade. Houve vários ataques a bancos e pichações de slogans contra o Regime, Bancos, e em solidariedade com os grevistas da rede de supermercados Ariadna (fotos).
Chania, Creta: Muito grande para os padrões da cidade a manifestação do primeiro dia da greve de 48 horas. A manifestação de mais de 3.000 pessoas acabou na Prefeitura, onde vários dos manifestantes procederam a sua ocupação. A Ocupação está fazendo contínuas chamadas em toda a cidade, para as manifestações de amanhã e depois de amanhã. Estudantes universitários locais ocuparam a Escola Politécnica Superior, chamando as pessoas a se rebelar contra a Tirania.
Récimno, Creta: Ocupação da Prefeitura. Hoje, no primeiro dia da ocupação montaram uma festa comunitária fora da Prefeitura (foto).
Larissa, Tessália: Os participantes da manifestação do meio-dia ocuparam o prédio da Administração da Região de Tessália. O lema principal da Ocupação é indicativo: "Não há mais tempo. É agora ou nunca".
Corfu: Ocupação do edifício da Administração da Região das Ilhas Jónicas. Na ocupação participaram quase todos os sindicatos de base da ilha.
Berea: um grande grupo de manifestantes ocupou o prédio da Administração local.
Continuam as ocupações da Faculdade de Direito de Atenas por anarquistas, anti-autoritários e libertários, da Casa do Trabalhador em Atenas, do Ministério da Saúde e do Ministério do Trabalho.
Vídeos:
agência de notícias anarquistas-ana
Um pingo de orvalho
vem rolando pela folha -
Vai-se a madrugada.
Alberto Murata

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sábado, 17 de dezembro de 2011

Após 8 mortes, novos confrontos ocorrem em praça do Cairo

Após 8 mortes, novos confrontos ocorrem em praça do Cairo


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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Soldados egípcios entraram em confronto com manifestantes no centro do Cairo pelo segundo dia consecutivo neste sábado, em uma onda de violência que já deixou ao menos oito mortos desde ontem. Os distúrbios mostram a tensão entre ativistas que exigem o fim do governo militar e as forças de segurança.

Neste sábado, centenas de manifestantes lançaram pedras contras soldados, que cercaram as ruas em volta do Parlamento e também lançaram pedras e jatos d´água contra a multidão na região da praça Tahrir.

Uma grande coluna de fumaça cobriu o centro do Cairo depois que manifestantes atearam fogo nas ruas. Houve relato de disparos vindos de telhados e, além dos oito mortos, mais de 300 ficaram feridos.




Asmaa Waguih/Reuters








Manifestantes jogam pedras contra soldados perto da praça Tahrir, no Cairo


O premiê egípcio, Kamal Ganzouri, negou que soldados tenham disparado contra manifestantes e disse que "um grupo não-identificado efetuou disparos", acrescentando que seu governo visa "salvar a revolução".

Um grande número de egípcios está insatisfeito com o governo liderado por uma Junta Militar, que deveria ser provisório, e acusa o governo de tentar se manter no poder por tempo indeterminado.

Em um comunicado divulgado ontem, o governo diz que os confrontos tiveram início quando um militar foi atacado por manifestantes que tentavam invadir o Parlamento.




Mohammed Abed/France Presse









Manifestante passa pelo prédio do ministério dos Transportes e Comunicações no Cairo


Os ativistas que fizeram a revolta popular que derrubou o ex-ditador Hosni Mubarak não tiveram sucesso no primeiro turno das eleições realizdas ano mês passado em nove das 27 províncias do Egito--entre elas Suez (nordeste), Aswan (sul) e Gizé (que abrange uma parte do Cairo)--, com os partidos islamitas obtendo vasta maioria das cadeiras.

Os resultados do segundo turno, finalizado na quinta-feira (15), devem ser divulgados nos próximos dias. As demais regiões do país devem ir às urnas no próximo mês.

O Exército continua a ser a autoridade em exercício, enquanto não houver um presidente.

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1022816-apos-8-mortes-novos-confrontos-ocorrem-em-praca-do-cairo.shtml